sábado, 16 de abril de 2011

Como ser um(a) comandante medíocre dentro de uma GM. Veja os 10 passos!

Título original: como tornar- se um comandante medíocre. 

1º PASSO - SER O COMANDANTE QUE NÃO COMANDA
Ele tem como única preocupação o usufruto das regalias do cargo, desempenhando com maestria os simbolismos da função, mas sendo incapaz de fazer sentir a sua liderança (se é que tem) tanto quanto é incompetente para conquistar o respeito voluntário de sua tropa.

2º PASSO - NÃO SER EXEMPLO DE LIDERANÇA
Aquele comandante que nenhum outro comandante em níveis hierárquicos subordinados gostaria de seguir os passos.É aquele que:- Acha que o problema são os outros.- Não exerce influência sobre a tropa.- Não sabe quando assumir a responsabilidade.- Falha seriamente com a mídia.- Sempre obedece, mesmo quando raramente discorda.

3º PASSO - NÃO SABER OUVIR
Ouvir é o instrumento básico do relacionamento humano. Ouvir para conhecer. Ouvir para prestigiar. Ouvir para incentivar. Ouvir para amadurecer. Ouvir para decidir.Conhecer o subordinado; prestigiá-lo como pessoa; incentivá-lo à participação. Amadurecer para decidir. Decidir para comandar!" O comandante que não sabe ouvir é o mesmo que:- Não sabe ver a sua Corporação pelos olhos de sua tropa.- Nomeia as pessoas certas para as funções erradas.- Não sabe usar o poder mágico das palavras.

4º PASSO - NÃO TER UM OBJETIVO E UM SENTIDO PARA O SEU COMANDO
Um comandante precisa articular uma meta comum que inspire a sua tropa a se empenhar em conjunto. Além de ser capaz de angariar o apoio coletivo.Para ser medíocre, também:- Não consiga estimular a sua tropa.- Não se empenhe para desbloquear os canais obstruídos.- Não saiba tirar disciplina da liberdade concedida.

5º PASSO - CRIAR UM CLIMA DE DESCONFIANÇA
Esta condição gera uma disputa interna por cargos e funções. Não há confiança e respeito entre os graduados integrantes da estrutura administrativa superior. Os atritos são constantes e geram fofocas e incidentes de assédio moral.Este comandante é aquele que:- Não aceita que até mesmo a pior falha pode ser superada.- Trata mal o portador das más notícias e com medalhas os bajuladores.- É incapaz de proteger a sua tropa contra os graduados lunáticos.- Não quer ser o melhor, pois teme as responsabilidades decorrentes.

6º PASSO - BUSCAR ELOGIOS E NÃO RESULTADOS
Estes comandantes estão preocupados simplesmente em livrar as suas peles e manter as suas gratificações pelo maior tempo possível.Este comandante:- Não ajuda a derrubar barreiras.- Não aceita a opinião de sua tropa.- É autoritário.- Não aceita erros, mesmo que estes ocorram com a intenção de fazer o certo.- Acredita que as boas idéias só podem surgir na cabeça de Secretários, Coronéis ou qualquer outros que tenham poder de mudar a sua medíocre situação funcional.- Não desafia a sua tropa para superar os limites.

7º PASSO - NÃO ASSUMIR RISCOS CALCULADOS
Não compreende que atualmente as Corporações devem, para permanecerem vivas e fortes, elogiar e promover aqueles que correm riscos, mesmo que fracassem de vez em quando. Aqueles que nunca erraram nunca fizeram nada para melhorar a Corporação.Estes comandantes também:- Preferem as pessoas que seguem o padrão do que aquelas que pensam por si mesmas.- Não dão oportunidades aos profissionais promissores.- Têm medo de quebrar as regras que não fazem sentido.

8º PASSO - NÃO PREPARAR O SEU PESSOAL
Estes comandantes menosprezam os treinamentos, pois querem simplesmente ver o pessoal em postos de serviço para dar uma satisfação aos políticos. Acham os cursos, estágios, treinamentos e outros, dispensáveis e de menor importância. Quando o GCM erra por falta de conhecimentos técnicos, este tipo de comandante quer crucificá-lo.

9º PASSO - ESTIMULE A DESUNIÃO
O comandante que não é justo no estabelecimento de punições ou, pior ainda, na concessão de prêmios e condecorações, beneficiando preferencialmente aqueles indicados politicamente ou que se estruturam pela bajulação, em detrimento dos que realmente estão correndo os riscos da atividade policial, gera um clima de descontentamento e desunião no seio da tropa.

10º PASSO - NÃO SE PREOCUPE COM A QUALIDADE DE VIDA DE SUA TROPA
Os comandantes que não têm a menor preocupação com as condições de moradia, saúde, educação, lazer e salarial de sua tropa, não se preocupando com fatores importantes como: escala de serviço, ambiente de trabalho adequado, assistência médica, promoções, acompanhamento psicológico, assistência jurídica, etc; são os verdadeiros comandantes medíocres.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Justiça seja feita!

Cumprindo mandado de prisão, policiais civis, prenderam homem acusado de aliciar crianças, em uma escola no Vale Paraíso. O homem já havia sido detido no dia  07/04/2011, pela Guarda Municipal, mas foi liberado após ser identificado pela Policia Civil, pois não havia flagrante. Agora, ele fica temporariamente à disposição da justiça na delegacia.
Parabéns aos guardas que levaram este homem em "cana" devido a isso ele foi identificado pela justiça e agora esta a sua disposição.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Voltando ao Passado! Novo secretário na GM.

O novo secretário de segurança pública de Teresópolis é o Sargento da Policia Militar, Da Luz, foi coordenador da Guarda Municipal, no governo do ex-prefeito Roberto Petto. Ele assume a Guarda Municipal, uma semana depois do Capitão Laet Moutinho, sair. Prefeito Jorge Mario, escolhe para secretário até quem fez parte do governo anterior, governo da gestão a qual ele criticou. Pra quem acha que o “comando militar”, na Guarda Municipal nunca vai acabar fique sabendo: há pessoas (alguns são guardas municipais) em Brasília Capital, formulando um regulamento, para as GCM'S do Brasil, a minha maior esperança é que haja um artigo nesse regulamento, proibindo militares na Guarda Municipal, e que esse regulamento do art. 144 §8º seja aprovado logo após ser concluído. Se Deus quiser até, ou em 2012. Sem mais comentários!

Saiu na net! Política e Policia Militar - SP!

Desconheço a autoria do texto, mas circula nos blogs ligados à Segurança Pública. 
  
A Polícia Militar de São Paulo deixou de se dedicar exclusivamente ao serviço de policiamento e segurança pública já faz um bom tempo.
Tem se dedicado a outras atividades “mais importantes”. Transformou-se em partido político. Ocupa mais de 50 cargos na prefeitura da capital (a promoção de um Coronel da ativa é o compromisso com o governo de se tornar servidor da administração pública municipal quando aposentado); elege parlamentares; influencia no processo legislativo; organiza solenidades, desfiles, comemorações de seus aniversários e, para finalizar, realiza atividades de terceiros, fora de foco, através de convênios com a prefeitura, ou seja, funções que poderiam ser praticadas por agentes municipais. Isso, sem falar no desperdício de efetivo que usa para manter um programa de televisão para se auto-promover, ou no imenso efetivo que dispõe para atuar em portarias de órgãos públicos importantes, segurança pessoal de autoridades, como o caso do prefeito Kassab (que tem até um coronel em seu estafe), ou dos presidentes do TJ, ALESP e da Câmara Municipal (que também conta com um tenente, um capitão e um major para protegê-lo).

Com tanta preocupação em fazer mais política partidária do que segurança pública, o que podemos esperar da Polícia Militar nos dias de hoje?

Os excessos de chamadas feitas pelo número “190” e o aumento constante dos índices de criminalidade são a prova de que o serviço preventivo não funciona.

Pior, os números de criminalidade estão aquém do real. Nem todos se prestam a fazer registros de ocorrências sobre roubos de dinheiro, relógio, objetos fungíveis etc. A grande maioria faz Boletim de Ocorrência apenas de subtração de documentos, talões de cheques e veículos porque são obrigados, senão, nem isso faria. Mesmo assim, contando apenas com os índices fajutos, a situação se mostra calamitosa

É preciso repensar o papel desta instituição e exercer maior controle sobre autonomia de suas atividades. A maior atuação da PM ante a existência de um delito consiste em chegar depois do ocorrido, preencher papeletas e transportar as partes para a delegacia de polícia. Um cenário comum em nosso cotidiano: Quando alguém é vitimado pela violência, já com os criminosos bem longe, telefona-se para 190; Esperado alguns minutos, chega uma quantidade enorme de viaturas, e os policias aos montes ficam circulando no entorno do palco, uns com pranchetas, outros falando ao rádio da viatura, outros colhendo informações sobre os acontecimentos. Poucos saem no encalço dos criminosos. Para capturar o criminoso, lançam as informações na rede de rádio e aguardam a sorte de topar com os seus autores. Para finalizar, oferecem a viatura para transportar as vítimas à delegacia, onde gentilmente ajudam os ofendidos a narrarem a história para a autoridade policial. Parece até filme. Mas é real. Quem de nós ainda não assistiu essa cena?

A criminalidade precisa ser contida. Primeiro porque leva vidas preciosas e patrimônios conquistados com muito suor. Segundo, porque gera uma “bola-de-neve”, crescente pois, afeta diretamente a economia e é fator gerador de desemprego.

Muitas empresas fecham suas portas por causa de prejuízos decorrentes de assaltos. Noutros casos, fecham por causa do medo, do perigo, dos “pedágios” cobrados pelos “donos do pedaço”, e ausência de clientes que fogem de locais inseguros. A alternativa que sobra é contratar policiais de folga para fazer a segurança do estabelecimento. Como assim? Contratar o mesmo profissional que tem a obrigação de garantir a segurança em dia de serviço, para fazer o mesmo trabalho no seu dia de folga, mediante contrato privado de sua prestação de serviço? Isso nos faz duvidar que ele esteja fazendo corretamente seu trabalho em dia de atividade oficial. Ora, se o trabalho oficial estiver sendo prestado de forma eficiente, para que ele precisará ser contratado em dia de folga para prestar um serviço privado? Que outro caminho existiria para ele ganhar um “extra”? Será que existem coronéis por detrás das empresas privadas de segurança? Melhor nem pensar nisso! Melhor nem comentar que a prefeitura de São Paulo também está fomentando este tipo de atividade comercial!

Sabedora de que não conseguirá alcançar sua finalidade, a Polícia Militar investe em propaganda, se aproxima do governo, faz “lobbie” para mudar a legislação no sentido de que ela desdobre suas atribuições e passe a fazer outras atividades, para se ocupar de outras tarefas mais fáceis e que ainda estão ao seu alcance (ex. elaboração do termo circunstanciado, fiscalização de quem estaciona veículos de forma irregular). Talvez assim, se ocupando com outras tarefas, tenha como justificar a deficiência com o argumento de que lhe faltam efetivo e equipamentos.

Parte disso faz sentido, pois, se o trabalho estivesse a contento, não haveria razões para constantemente angariar benefícios junto aos governos. A desestrutura do sistema permite que a eterna reclamação por aumento salarial, compra de mais equipamentos e outros benefícios assistenciais para seus agentes se apresentem como solução para o problema. Fica até fácil imaginar a situação: O governo cobra mais eficiência dos dirigentes, e eles reagem justificando que é necessário maior investimento e valorização profissional.

Como se não bastasse, tem ainda o fato de travarem constante luta para que as guardas municipais se abstenham de desempenhar suas funções. Chegam ao ponto de impetrar ações judiciais, representações no ministério público, traçar diretrizes e tantos outros meios que encontram para limitar a atuação de um efetivo bem treinado, armado e competente lhes somar esforços no enfrentamento dos problemas sociais, em especial, a violência.

Não há uma só formula para resolver este problema, mas, talvez, se abandonassem as atividades paralelas (portaria de fóruns e sedes do poder legislativo, segurança pessoal de autoridades, fiscalização de trânsito, ambulantes etc.) e canalizassem sua estrutura totalmente focada na segurança pública, quem sabe haveria significativa melhora no serviço a que se destina constitucionalmente a gloriosa e centenária Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Já em relação às guardas municipais, sinto informar que agora são elas quem não querem mais fazer parte deste sistema falido de promover segurança pública (ou insegurança). As guardas municipais (a comecar pela de São Paulo) estão redefinindo seus papéis, estão ganhando uma nova identidade, estão voltadas para a promoção das políticas de posturas públicas, dando garantias e segurança para que o poder público municipal reorganize suas cidades, eliminado focos geradores de violência e criminalidade, tornando a metrópole mais digna de se viver.
Qualquer pessoa sabe que esse problema em parte, também ocorre no Estado do Rio de Janeiro e outros estados da federação.

“O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros.” - Confúcio / "Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros." - Che Guevara